quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Ó menino amor

Já me perguntei, muitas vezes como é que caímos de amor?

Tropeçamos, perdemos o equilíbrio e tombamos arranhando nossos corações.

Será que caímos sobre pedras? Ou será como permanecer para sempre a beira de um abismo?

Não se pergunte me pergunte como entender quando acordamos todos os dias e morremos a cada dia pelo amor.

A dor em meu peito terna e finita em instantes pulsantes de cor cinza resplandecendo sobre o céu claro e distinto

Só quero comigo salvar, salvar de ti a vida, não cair sobre meu construído abismo de solidão sem teu riso

Perco, me perco sem suas mãos, sua pele, sua metade minha, seu olhar relevante que paira sobre a tela de minha arte da minha face

Imergir sem tu, ô menino amor, dentro do peito só há exatidão que traz aquela velha solidão

Tu me trazes escrituras de teus versos de amor marcados sobre minhas costelas, fluxo de paixão em minhas veias de meu, seu coração

Ô menino amor arde minha pele, por teu corpo sobre o meu, anseio tua face e teus beijos

Não sobrevivo sem teus cantos, de longe, de poder por tudo que me compõe em espírito

Torno tudo que te torna amor e dor nas palavras que quisestes e roubastes de mim, sem veracidade deixando comigo apenas restos de machucamos ao caminhar sobre pedras lutando por ti. 

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