quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Arte às cegas

E ficaram cegas e confundidas as vias da vida

Que através da arte encontra-se inclinada a fazer destino sua realidade

Marcos da discórdia é linhas tão puras quanto teu sangue

Teu sangue a desenha em desejo pecado de tua própria arte

Revela em si mesmo as tuas grandes verdades,

Sem tuas mãos são impuras sem objetividade,

Tu ES as escrituras da saudade daquela criatividade

Que com coragem retrata o que falta aos homens fracos e descalços

De apenas materialidade se torna ser sobrevivente

Sei que observaras as correntes que os prede na terra

E reserva em teu olhar a forma de expressar a liberdade

Tão quista e conquistada às mínguas da soberanidade

De assas que te leva com vontade para terra sem fim com alma selvagem e riso inocente

Sem compreensão a olho nu, sem imaginação não se percebe sentido, mas que por tuas mãos se torna arte.   

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